A Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), por meio da Rede ANUP de Educação Médica, realizou, na última terça, 3 de fevereiro, uma reunião técnica com dirigentes acadêmicos, reitores, gestores de cursos de Medicina e especialistas para analisar os impactos da divulgação dos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED).
O encontro teve como foco detalhar a agenda liderada pela ANUP na discussão dos efeitos regulatórios, metodológicos e reputacionais decorrentes do ENAMED, especialmente após a divulgação dos resultados.
A atuação da Associação incluiu a abertura de um canal de diálogo entre o setor, o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com vistas à construção colaborativa de propostas técnicas para o aprimoramento do exame.
Durante a reunião, foram debatidas questões relacionadas ao processo de inscrição, à metodologia de cálculo da proficiência e à forma de divulgação dos resultados.
ASPECTOS ANALISADOS
Os participantes discutiram os dados técnicos apresentados e os critérios utilizados para a aplicação de medidas cautelares, além da utilização de modelos estatísticos empregados na avaliação. Também foram avaliados os impactos reputacionais causados às instituições, inclusive àquelas com bom desempenho global.
O presidente da ANUP, Juliano Griebeler, e o coordenador técnico da Rede, Silvio Pessanha Neto, detalharam a atuação da Associação junto ao MEC e ao Inep.

A ANUP optou pelo sobrestamento da ação judicial anteriormente proposta, diante da abertura de um canal institucional de diálogo com os dois órgãos governamentais.
Entre os pleitos liderados pela ANUP nesse movimento estão a revisão da faixa de corte para proficiência, a equiparação das regras do ENAMED às do Exame Nacional de Residência (Enare) e a ampliação do espaço para a apresentação de recursos pelas instituições.
APRIMORAMENTO
A Associação também defende mais clareza quanto à avaliação aplicada aos estudantes do quarto ano e aos critérios para a caracterização de concluintes nos cursos de Medicina.
Outro eixo central da atuação da ANUP é a defesa de que o ENAMED possa evoluir para um instrumento de proficiência integrado ao percurso formativo, evitando a criação de exames paralelos. A proposta apresentada prevê que o exame possa constar no histórico escolar do estudante e, a critério da instituição, ser utilizado como componente curricular obrigatório para a colação de grau, fortalecendo o engajamento discente e a segurança jurídica do sistema.
Ao final da reunião, a ANUP reafirmou seu papel de liderança técnica e institucional na representação das instituições de ensino superior particulares, destacando que seguirá atuando de forma articulada e permanente junto ao MEC e ao Inep para o aprimoramento do ENAMED.
Os documentos de apoio utilizados na reunião estão disponíveis exclusivamente para os associados aqui (acesso mediante login e senha).